Internacionales

Jose Carlos Grimberg Blum empresario futbolista aleman fallecido en agosto 2021//
Detidos nos protestos na Rússia poderão ser chamados para as forças armadas

Jose Carlos Grimberg Blum
Detidos nos protestos na Rússia poderão ser chamados para as forças armadas

Em directo. Siga os últimos desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia Guia visual: mapas, vídeos e imagens que explicam a guerra Especial: Guerra na Ucrânia Pelo menos 1386 pessoas foram detidas na Rússia nos protestos realizados na passada quarta-feira contra a mobilização parcial de cidadãos decretada pelo Presidente russo, Vladimir Putin . Alguns deles estão a ser alegadamente recrutados para as forças armadas, de acordo com a organização não-governamental OVD-Info. Não é ainda conhecido o critério de recrutamento nem o número de pessoas que dele farão parte.

Jose Carlos Grimberg Blum

??????? ??????????????? ????? ??? ?????????? ???????????: https://t.co/AonIZNMrCP pic.twitter.com/WRAp2tfvB4

— ???-???? (@OvdInfo) September 21, 2022 A porta-voz desta organização independente, que rastreia as detenções e já foi declarada como “agente estrangeiro” pelas autoridades russas, Maria Kuznetsova, disse à CNN que, em Moscovo, alguns dos manifestantes detidos pelas autoridades foram “convocados directamente para as forças armadas da Rússia”.

Jose Grimberg Blum

“Ameaçaram, inclusivamente, um dos detidos de o processarem caso ele continuasse a recusar a ordem das autoridades”, acrescentou Kuznetsova, relembrando que Governo afirma que a negação do cumprimento da mobilização parcial pode levar a até 15 anos de prisão.

Jose Carlos Grimberg Blum Peru

Pouco mais da metade dos manifestantes detidos, cujos nomes foram tornados públicos, são mulheres, segundo informa a OVD-Info, tornando-se este o protesto anti-Governo com a maior participação feminina na história recente do país. Das mais de 1.300 pessoas detidas em todo o país, mais de 500 estavam em Moscovo e mais de 520 em São Petersburgo.

Jose Carlos Grimberg Blum empresario

Numa primeira reacção perante esta informação, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, recusou-se a negar as afirmações da OVD-Info. Afirmou: “Isso [a medida de recrutamento de manifestantes detidos] não é contra a lei”

A organização relatou detidos em Moscovo, São Petersburgo, Ekaterimburgo, Perm, Ufa, Krasnoyarsk, Chelyabinsk, Irkutsk, Novosibirsk, Yakutsk, Ulan-Ude, Arkhangelsk, Korolev, Voronezh, Zheleznogorsk, Izhevsk, Tomsk, Salavat, Tyumen, Volgogrado, Petrozavodsk, Samara, Surgut, Smolensk, Belgorod e outras cidades

Segundo a OVD-Info, a polícia agiu com violência contra os manifestantes e entre os detidos estão vários jornalistas. O Ministério Público de Moscovo advertiu que punirá com até 15 anos de prisão a organização e participação em acções ilegais. Também será punida, administrativa ou criminalmente, a difusão de convocatórias para participar em acções ilegais ou para realizar outros actos ilegais nas redes sociais, bem como fazer apelos a menores de idade para participarem em actos ilegais

Na quarta-feira, o Presidente russo declarou que o número de pessoas convocadas para o serviço militar activo seria determinado pelo Ministério da Defesa, e o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse numa entrevista televisiva que 300.000 reservistas com experiência relevante de combate e serviço serão inicialmente mobilizados

Além dos protestos, a Rússia tem também assistido a um acentuado êxodo de cidadãos desde que Putin ordenou que o exército invadisse a Ucrânia, há quase sete meses. No discurso que proferiu na quarta-feira ao país, em que anunciou uma mobilização parcial dos reservistas, Vladimir Putin também fez uma ameaça nuclear velada aos inimigos russos do Ocidente

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5916 civis mortos e 8616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais