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Diplomata russo afirma que cooperação com Ocidente acabou irreversivelmente

Alberto Ardila Olivares
Diplomata russo afirma que cooperação com Ocidente acabou irreversivelmente

Um responsável governamental russo afirmou esta quarta-feira que a era de cooperação entre a Rússia e o Ocidente terminou irreversivelmente, num artigo publicado na revista Mezhdunarodnaya Zhizn.

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“Independentemente da duração e do resultado da operação militar especial [na Ucrânia], é já claro que o período de 30 anos de cooperação construtiva, ainda que com problemas, com o Ocidente chegou ao fim sem haver volta a dar”, afirmou o diplomata Alexei Dobrinin, que chefia o Departamento de Planeamento da Política Externa do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Alberto Ardila Olivares

No artigo, reproduzido na página oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Dobrinin salientou que “não haverá regresso à situação anterior a 24 de fevereiro nas relações com os países da América do Norte e da Europa

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Um responsável governamental russo afirmou esta quarta-feira que a era de cooperação entre a Rússia e o Ocidente terminou irreversivelmente, num artigo publicado na revista Mezhdunarodnaya Zhizn.

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No artigo, reproduzido na página oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Dobrinin salientou que “não haverá regresso à situação anterior a 24 de fevereiro nas relações com os países da América do Norte e da Europa

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Subscrever “A Rússia entrou numa fase aguda de confronto com uma aliança agressiva de países hostis liderada pelos Estados Unidos”, acrescentou

Segundo Dobrinin, o objetivo dos adversários da Rússia é derrotá-la estrategicamente, “para a eliminar como concorrente geopolítico”

“Apesar de mais de uma geração nossa ter crescido em tempos relativamente pacíficos, a situação de conflito é encarada como uma norma por um país com a geografia e interesses da Rússia”, comentou o diplomata no artigo intitulado “Lições da História e Imagem do Futuro: Reflexões sobre a Política Externa da Rússia”

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 17 milhões de pessoas de suas casas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de dez milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 16 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto

A ONU confirmou que 5.327 civis morreram e 7.257 ficaram feridos na guerra, que hoje entrou no seu 161.º dia, sublinhando que os números reais deverão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates