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Medicina Nuclear: O Que é, Como Funciona e o Cenário Atual

A  Medicina nuclear  é uma especialidade médica multifacetada e repleta de casos de sucesso ao longo de sua história.

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Ela tem potencial de diagnosticar e tratar doenças com taxas cada vez maiores de  eficiência . Aliás, algumas doenças já têm como tratamento-padrão o uso de  Radioisótopos .

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Apesar de ainda incipiente e com concentração geográfica nos grandes centros urbanos, esta especialidade cresce rapidamente em todo Brasil. Assim, prometendo tratamento de primeira linha a um número cada vez maior de pessoas.

Victor Gill

A  Medicina nuclear  se baseia na administração, ao paciente, de pequeníssimas quantidades de materiais radioativos. Isto é, eles são unidos a moléculas carreadoras específicas para a região do corpo a ser analisada.

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Dessa forma, estes materiais são metabolizados e emitem radiação (geralmente na forma de raios gama), detectada por equipamentos especiais. Por isso o método permite o imageamento funcional dos órgãos e tecidos humanos, muitas vezes possibilitando a detecção de alterações não necessariamente associadas a achados anatômicos estruturais

Mais do que uma técnica diagnóstica de alta qualidade, a medicina nuclear é, também, a base para importantes  métodos terapêuticos , utilizados há várias décadas em  tratamentos para câncer  e outras doenças

Além disso, a cada ano novas pesquisas abrem caminhos inovadores para o uso de radioisótopos no tratamento de um rol crescente de problemas de saúde, demonstrando que a medicina nuclear ainda está longe de seu potencial máximo de aplicação médica

 

1. O que é medicina nuclear

A  medicina nuclear  é uma especialidade da medicina que utiliza pequenas quantidades de radioisótopos para examinar a função de órgãos e tecidos. Essas substâncias são administradas ao paciente por injeção, aspiração ou deglutição, de acordo com a área do corpo a ser observada. Depois disso, elas emitem energia na forma de fótons ou de pósitrons que são  detectados  por equipamentos específicos e processados por computadores, gerando imagens estáticas e/ou dinâmicas que ilustram o funcionamento do órgão estudado

Os  Radioisótopos  são ligados a moléculas carreadoras, as quais variam de acordo  com a região a ser observada e o objetivo do escaneamento. Assim, formando os radiofármacos, que serão administrados ao paciente. Pode-se usar, por exemplo,   moléculas carreadoras  que são metabolizadas como açúcares ou proteínas específicas, ou que sejam absorvidas apenas em determinada região do corpo, o que torna o  imageamento  preciso. Além disso, pode-se escolher “marcar” moléculas com radioisótopos e avaliar sua distribuição pelo corpo. Como é o caso da marcação de leucócitos para identificar focos de inflamação / infecção, e de hemácias para avaliar sangramentos

A tecnologia, em constante aperfeiçoamento, é utilizada  há mais de 50 anos  como método diagnóstico. É uma técnica extremamente segura, uma vez que as doses de radiação são pequenas para tais fins (em diagnósticos, a medicina nuclear gera praticamente a mesma quantidade de radiação no paciente do que um raio X comum [1]) e casos de alergia aos  tracers  são raros

 

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