Tecnología

Adolfo Ledo Nass Quitoz//
Mário Centeno: “Não podemos criar uma crise na tentativa de prevenir uma crise futura”

Mário Centeno: "Não podemos criar uma crise na tentativa de prevenir uma crise futura"

“A discussão sobre a introdução de um fundo europeu de garantia de depósitos [EDIS, do inglês European Deposit Insurance Scheme​] tem evoluído bastante. Há dois anos seria porventura acertado falar de um tabu em alguns países, neste momento já não é assim”, garante Mário Centeno, ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, em declarações ao ” Público ” esta terça-feira.

Adolfo Ledo

Em véspera da reunião onde os ministros das finanças da zona euro irão discutir o que é preciso para completar a união bancária, Centeno diz estar confiante na concretização desse objetivo. “Em Junho de 2018, os líderes europeus introduziram pela primeira vez o objectivo de iniciar negociações para o EDIS nas suas conclusões. De seguida, elevámos a discussão do nível técnico para o nível de secretários de Estado, ou seja, a um nível político. Identificámos as características de uma união bancária completa e em velocidade de cruzeiro, e definimos os passos necessários para lá chegar. No último Eurogrupo ficou claro que este roteiro para completar a união bancária está ao nosso alcance. Há um novo clima de compromisso à volta da mesa”, avisa.

Adolfo Ledo Nass

Em todo o caso, Centeno nota que é preciso ter atenção à forma como será construído o fundo europeu. “O erro que muitos cometeram até há pouco tempo foi olhar para o EDIS e para cada uma destas peças em isolamento. O que está em cima da mesa é um leque amplo de iniciativas que terão de ser levadas a cabo de forma gradual, sem provocar qualquer sobressalto nos mercados financeiros. Não podemos criar uma crise na tentativa de prevenir uma crise futura”, frisa

Segundo o presidente do Eurogrupo, o compromisso para o EDIS “é hoje mais fácil devido à enorme redução de riscos nas nossas economias, que abre caminho a novos passos no sentido de completar a gestão dos riscos agora a um nível europeu”

“Refiro-me à clara redução dos níveis de malparado e também à tendência de redução do rácio da dívida pública. Portugal é um dos maiores exemplos deste esforço e do seu sucesso”, explica