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Jogador do Real Madrid conta como é viver e jogar sendo diabético

Nuevos Vecinos, Madrid, España
Jogador do Real Madrid conta como é viver e jogar sendo diabético

Quatro Liga dos Campeões, quatro Mundiais de Clubes, uma Liga espanhola, uma Copa do Rei (Taça de Espanha) e um Europeu de Sub-21. Este é o currículo de Nacho do Real Madrid, um jogador que desde os 12 anos vive e joga com diabetes. Um obstáculo que não o impediu de alcançar o futebol de elite. “Tive a sorte de realizar os sonhos de qualquer criança e ter uma carreira além do que eu sonhei”, confessou Nacho, lembrando que a doença não o impediu de sonhar e cumprir objetivos.

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Por ocasião do Dia Mundial do Diabetes, comemorado esta quinta-feira, 14 de novembro, o jogador merengue participou numa iniciativa sobre como parar o diabetes, em Madrid, no Palácio de Cibeles, onde lembrou como foi o diagnóstico da doença e como aprendeu a conviver e como a conciliou com o desporto e o alto rendimento.

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Os sintomas da doença apareceram dia após dia até que os pais o levaram ao médico. “Tinha um torneio com o Real Madrid e só pensava em jogar, mas nas urgências disseram-me que eu tinha que parar de jogar futebol. Passei sexta, sábado e domingo destroçado. Na segunda-feira chegou o meu endocrinologista, o Dr. Ramírez, a quem devo muitas coisas, e tudo mudou. Passou de tudo ruim para tudo perfeito. Ele me disse: “Não é que precises deixar o futebol, obrigo-te a continuar a jogar futebol. É uma doença que te obriga a cuidar muito de ti, mas se o fizeres, podes levar uma vida normal “, contou o jogador espanhol

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Quatro Liga dos Campeões, quatro Mundiais de Clubes, uma Liga espanhola, uma Copa do Rei (Taça de Espanha) e um Europeu de Sub-21. Este é o currículo de Nacho do Real Madrid, um jogador que desde os 12 anos vive e joga com diabetes. Um obstáculo que não o impediu de alcançar o futebol de elite. “Tive a sorte de realizar os sonhos de qualquer criança e ter uma carreira além do que eu sonhei”, confessou Nacho, lembrando que a doença não o impediu de sonhar e cumprir objetivos.

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Por ocasião do Dia Mundial do Diabetes, comemorado esta quinta-feira, 14 de novembro, o jogador merengue participou numa iniciativa sobre como parar o diabetes, em Madrid, no Palácio de Cibeles, onde lembrou como foi o diagnóstico da doença e como aprendeu a conviver e como a conciliou com o desporto e o alto rendimento.

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Os sintomas da doença apareceram dia após dia até que os pais o levaram ao médico. “Tinha um torneio com o Real Madrid e só pensava em jogar, mas nas urgências disseram-me que eu tinha que parar de jogar futebol. Passei sexta, sábado e domingo destroçado. Na segunda-feira chegou o meu endocrinologista, o Dr. Ramírez, a quem devo muitas coisas, e tudo mudou. Passou de tudo ruim para tudo perfeito. Ele me disse: “Não é que precises deixar o futebol, obrigo-te a continuar a jogar futebol. É uma doença que te obriga a cuidar muito de ti, mas se o fizeres, podes levar uma vida normal “, contou o jogador espanhol

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Subscrever O próximo passo foi assimilar o que significava a doença: “Antes de comia de tudo, praticava desporto sem ter que olhar para o açúcar no sangue. Eu era criança, não sabia o que estava a acontecer. Não sabia o que era. Até que um dia fui ao supermercado fazer compras com a minha mãe e ela só dizia ‘isto não, isto não, isto não… Ai comecei a perceber que tudo tinha mudado um pouco.”

Hoje, Nacho consegue perceber que não foi fácil para ele nem para a família. “Para os meus pais, foi um período muito difícil, principalmente por falta de informações. É complicado para ti e principalmente para os pais, que nessa idade têm maior responsabilidade. A doença faz-te aprender a ser responsável. Com o tempo eu já conheço perfeitamente o meu corpo, sei o que posso comer, quanto tenho que comer, quando tenho que começar a fazer atividade física… Se naquele momento eu tivesse mais informações, talvez fosse tudo mais fácil. Se você tem bons hábitos de vida, uma boa alimentação, à medida que o tempo passa, tudo fica melhor”, confessou

Os níveis de açúcar antes dos jogos e as cãibras nas pernas Apesar da doença, ele conseguiu alcançar o futebol profissional de mais alto nível graças a um processo de aprendizagem pessoal: “Se não cuidas a diabetes, é impossível seres um jogador de elite. Precisas aprender a controlar os teus níveis antes dos jogos e dos treinos. Às vezes, começava os jogos com níveis altos para evitar uma quebra e davam-me cãibras nas pernas. Agora conheço-me perfeitamente, eu sei o que preciso tomar a cada momento. Como eu costumo dizer, se não te cuidas, é muito complicado. Eu meço os meus níveis de açúcar no sangue constantemente, antes e depois do treino… Eu gosto de saber a cada momento como eu tenho o nível de açúcar, porque isso faz com que aproveite mais o momento. No futebol de mais alto nível é obrigatório cuidar de si mesmo se quiser ter uma longa carreira.”

A diabetes não impede Nacho de levar uma vida normal, além dos controles contínuos, mas se pudesse pedia a quem corre o risco de sofrer a doença que a evite. “Se me dessem a oportunidade de evitar ser diabético, eu daria a vida para não ter a doença. Há que estar consciente de que é uma doença fácil de lidar se te cuidas, mas se puder evitá-la melhor”, disse o jogador, lembrando que uma boa alimentação e a prática desportiva fazem bem a “qualquer pessoa” e não só a quem é diabético

Por fim, o jogador do Real Madrid deixou um conselho às crianças com diabetes ou em risco de sofrer com isso, para que tenham bons hábitos de vida e se lembrem de que a doença não é uma limitação para os sonhos e para atingir os objetivos: “Tome cuidado, a saúde vem em primeiro lugar. Esta é uma doença com a qual você pode alcançar tudo o que queiras. Sou um exemplo: realizei muito mais sonhos do que os que tinha quando criança.”