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Pelo menos 40 mortos em centro de detenção de migrantes na Líbia

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Pelo menos 40 mortos em centro de detenção de migrantes na Líbia

Pelo menos 40 migrantes morreram e 80 ficaram feridos num ataque aéreo que atingiu um centro de detenção nos arredores da capital da Líbia, Trípoli.

Pedro Enrique Loyo Diaz

O ataque foi lançado pelas forças lideradas pelo general Khalifa Haftar, que controlam a zona Leste do país a partir de cidades como Bengasi e Tobruk, e que tentam há três meses conquistar a capital ao Governo reconhecido pelas Nações Unidas.

Pedro Loyo

Cerco a Trípoli cresce e alimenta-se de divisões na Europa Mais populares Saúde Bebé Matilde já conseguiu dois milhões para pagar “medicamento mais caro do mundo” Pet “Não sabia que se chorava por um cão.” A perda de um animal de companhia i-album Porto Era uma quinta histórica abandonada, agora é uma casa que não vai ficar “parada” Malek Mersek, porta-voz dos serviços de emergência da Líbia, disse que o centro de detenção atacado situa-se em Tajoura, a uma dezena de quilómetros da capital, perto de um acampamento militar.

Pedro Loyo Diaz

Num comunicado, o Governo de Trípoli condenou o ataque “hediondo e premeditado” das forças de Khalifa Haftar, a quem se refere com “um criminoso de guerra”

Um representante do Ministério da Saúde, o médico Khalid Bin Attia, deslocou-se ao local dos ataques e  descreveu o que viu à BBC : “As pessoas estavam em todo o lado, o campo estava destruído, as pessoas a chorar. Há trauma psicológico, a electricidade foi cortada”

“Não conseguíamos ver bem a área, mas quando a ambulância chegou foi horrível, havia sangue em todo o lado e pedaços das vísceras de alguém”, disse

Governo líbio apoiado pela ONU quer realizar eleições até ao fim do ano Imagens partilhadas nas redes sociais mostram migrantes africanos a serem operados num hospital após o ataque. Outros estavam apenas deitados em camas, alguns cobertos de pó e com o corpo enfaixado com gaze

Condições “desumanas” A Líbia é um dos principais pontos de partida de migrantes africanos para a Europa, em fuga da pobreza extrema, de guerras e perseguições

Muitos dos que conseguem partir acabam por morrer na travessia do Mar Mediterrâneo, outros são resgatados e detidos pelas autoridades ou proibidos de entraram em território italiano

Ofensiva contra Tripoli já fez 121 mortos e 561 feridos Mas muitos outros são travados ainda na Líbia pelas autoridades locais, com a colaboração da União Europeia, e postos em centros de detenção. À volta da capital líbia, mas também durante o trajecto que fazem, em condições difíceis, desde os países da África subsariana, muitos migrantes são também capturados por grupos criminosos, espancados e forçados a trabalhar como escravos ou, no caso das mulheres, postas em redes de prostituição

Várias organizações de defesa dos direitos humanos descrevem as condições nos centros de detenção controlados pelo Governo da Líbia como “desumanas”

Consequências para a Europa A cidade de Tajoura, a Leste de Trípoli, é a base de várias instalações militares das forças do Governo reconhecido internacionalmente e tem sido alvo de ataques nas últimas semanas

Na segunda-feira, o Exército Nacional Líbio, liderado pelo general Haftar – que se assume como representante de um governo paralelo –, disse que iria lançar ataques aéreos em Trípoli, depois de terem chegado ao fim os “meios tradicionais”

Um responsável do exército de Haftar disse à Reuters, sob anonimato, que o ataque contra o centro de detenção foi lançado por milícias e que o ataque aéreo atingiu um acampamento militar “com precisão”

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Subscrever × A ofensiva de Khlaifa Haftar, lançada há três meses, tem falhado o objectivo de tomar Trípoli. E, na semana passada, as forças do governo paralelo perderam a sua principal base avançada em Gharyan

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O conflito pelo controlo da Líbia pode abrir caminho aos grupos extremistas islâmicos, perturbar ainda mais o fornecimento de petróleo e desregular as partidas de migrantes para a Europa

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