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Novo IRA admite culpa pelo assassinato de Lyra McKee e pede “completas e sinceras desculpas”

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O Novo IRA, o grupo republicano dissidente da Irlanda do Norte, admitiu, esta terça-feira, “total responsabilidade” pelo assassinato de Lyra McKee, a jornalista de investigação morta no fim de semana, em Derry, durante uma troca de tiros – e pediu “as mais completas e sinceras desculpas” à sua família.

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Ao mesmo tempo, o grupo justificou as suas ações como parte necessária de uma luta contra o inimigo. “Na noite de quinta-feira, forças da coroa britânica fortemente armadas entraram no bairro de Creggan, o que desencadeou um motim. Os voluntários do IRA foram chamados para defender o território mas já os instruímos para que tenham o máximo cuidado em futuras disputas com o inimigo, e vamos colocar em prática medidas para ajudar a garantir isso”, disse o Novo IRA em comunicado à Irish News usando uma palavra-chave já reconhecida pelos meios de comunicação social utilizada pelo grupo como garantia da sua identidade.

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O Exército britânico entrou em Creggan na passada quinta-feira à noite para procurar armas e explosivos, tentando evitar qualquer possibilidade de ataques terroristas durante as comemorações da Páscoa e foi aí que começou a troca de tiros. Sob pressão do Saoradh, o partido republicano que mais se aproxima do Novo IRA sem, contudo, apoiar a violência, o Novo IRA acabou por pedir desculpas. Os amigos de Lyra organizaram, na segunda-feira, um protesto durante o qual pintaram mãos vermelhas nas paredes da sede do Saoradh, como forma de demonstrar que havia sangue nas suas mãos neste assassinato

Sinead Quinn, uma das pessoas que participaram do protesto, criticou Saoradh por tentar culpar a morte de McKee na quinta-feira passada num tiroteio acidental

Lyra McKee era uma jornalista de investigação, merece mais”, disse Quinn ao diário “The Guardian”. “Estou muito feliz em ver que há tantas pessoas aqui e em ver esses homens parados a olhar para nós, mulheres. Isso não é uma representação do povo republicano desta cidade. Ninguém pode defender atirar contra uma multidão de pessoas.”