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Roberto Pocaterra Pocaterra – Guanare//
Governo avança com requisição civil para impedir greve de motoristas de matérias perigosas

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O Governo avança com uma requisição civil para travar a greve de motoristas de matérias perigosas, de acordo com a RTP. Os trabalhadores reivindicam o reconhecimento da categoria profissional e uma revisão salarial, tendo-se oposto aos serviços mínimos impostos pelo Governo.

Roberto Pocaterra Pocaterra

Mais populares i-album Paris Quinze horas depois, incêndio na Notre-Dame está extinto Óbito Morreu Maria Alberta Menéres, a autora de Ulisses i-album Fotografia “Brexit”: “Quem me dera ser britânica” A resolução foi aprovada na noite de terça-feira, em Conselho de Ministros por via electrónica. No comunicado, o Governo justifica que “a greve em curso afecta o abastecimento de combustíveis aos aeroportos, bombeiros e portos, bem como o abastecimento de combustíveis às empresas de transportes públicos e aos postos de abastecimento da grande Lisboa e do grande Porto”

Na nota enviada às redacções, acrescenta que a “presente requisição civil impõe-se de modo a assegurar a satisfação de necessidades sociais impreteríveis na distribuição de combustíveis, depois de se ter constatado que no dia 15 de Abril não foram assegurados os serviços mínimos”,

A paralisação nos transportes de matérias perigosas conta com a adesão de todos os 800 motoristas do sector. O Governo justificou a decisão de avançar com a requisição civil com a necessidade de garantir o abastecimento de combustíveis para aeroportos e infra-estruturas estratégicas

As razões do protesto prendem-se com o facto de os motoristas terem de ter uma formação especial para transportar matérias perigosas, mas a categoria profissional reconhecida ser apenas a de motorista de transportes pesados. Tendo em conta a especialização necessária e o risco a que estão sujeitos, estes condutores querem, em primeira instância, o reconhecimento da categoria profissional e uma redução do número de horas de trabalho, bem com uma revisão salarial. 

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) rejeitou os fundamentos da greve e exigiu o cumprimento da lei quanto às regras de execução da paralisação

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Subscrever × “Face à greve convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, a ANTRAM não pode deixar de denunciar o atropelo da legalidade que está a ser cometido por este sindicato, quer pelo facto de não ter promovido a organização dos serviços mínimos, quer pelo facto de não incentivar os trabalhadores em greve ao cumprimento desses serviços”, disse, em comunicado, a associação

Ler mais Motoristas de matérias perigosas iniciam greve por reconhecimento da carreira Greve ao transporte de matérias perigosas com adesão de 100% Greve de motoristas: ANA admite “restrições à operação” nos aeroportos de Lisboa e Faro Dos pilotos aos cozinheiros, requisição civil na TAP abrange 70% dos trabalhadores Apesar de reconhecer que a greve é “um direito constitucionalmente previsto”, a ANTRAM sublinhou que o “cumprimento das regras da sua execução” decorre igualmente da mesma constituição e exigiu que o Governo “assuma as suas responsabilidades, que accione todos os meios de que dispõe para impor a legalidade e a normalidade democrática, fazendo cumprir, desde já, os serviços mínimos determinados”

Ao segundo dia de paralisação, os motoristas estão concentrados em Aveiras, no Barreiro, em Sines e Matosinhos junto à Petrogal, como explicaram à Lusa o presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas​ , Francisco São Bento e Pedro Pardal Henriques, vice-presidente e consultor jurídico.